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Mãe-Galinha

Colecção Marias na escola

31.01.11

Aos doze anos, quase nunca me pede ajuda para as coisas da escola. A excepção são as pesquisas e a arrumação dos trabalhos que faz word. Ajudo-a sempre nessas tarefas e aproveito para lhe explicar os problemas do copy-paste, ensino-a a seleccionar o que realmente interessa, a tentar que escreva por palavras dela. Quero mesmo não me intrometer muito. Com esta idade tem capacidade mais do que suficiente para se organizar sozinha, para saber o que tem o não que estudar e para não se esquecer dos trabalhos de casa. É muito responsável mas nem sempre consegue rentabilizar o tempo. É capaz de se entusiasmar com uma matéria e passar horas de roda daquilo (exercícios de matemática ou relatórios de físico-química, por exemplo). Já lhe disse para começar pelas coisas de que gosta menos (história e inglês, parece-me).

A Inês precisa de estudar menos para ter os mesmos resulatdos. Mas precisa de muito mais orientação (não é ajuda) para não se esquecer do que tem para fazer ou para, simplesmente, arrumar a mochila da escola ou o saco do ballet. É um às do PC (a velocidade com que redigiu a transcrição duma entrevista...) e tem uma memória abismal. Não gosta muito de ler mas escreve bastante bem. Não gosta muito de matemática mas faz aquilo com uma perna às costas. Gosta de música, de inglês e, tenho vindo a reparar, gosta especialmente das actividades do clube de jornalismo.

Afixei-lhes um calendário no quarto onde marcam os testes e outros acontecimentos extra (visitas de estudo, provas de educação-física, etc). É uma forma de eu me orientar aos fins-de-semana, não arranjando grandes programas nas vésperas de semanas "complicadas". O ballet e a música ocupam-lhes grande parte do tempo livre de 2ª a 6ª e por isso alguns fins-de-semana têm mesmo que ser para estudar. São muito boas alunas, de facto, e, ainda mais importante, miúdas bem educadas. Independentemente do facto de eu não concordar com o conceito, orgulhei-me de as ver nos quadros de honra, mérito e excelência.

A Carmo tem dias. Na escola é uma espalha-brasa-mandona e acredito que se distraia com facilidade. Este ano veio uma colega nova para a turma e destronou-a. Passou mal, coitada, mas foi remédio santo para se aperceber dos próprios defeitos - ter uma pirralha, ainda por cima nova na escola, a mandar nela, não deve ter sido muito agradável.

Em casa, de-tes-ta que eu lhe explique alguma coisa. Quando está a fazer os trabalhos de casa e me apercebo que está fazer qualquer coisa mal, digo-lhe (este é o meu princípio - ajudar e orientar nos TPC). Ela fica doida, bufa, às vezes chora e só a muito custo lhe consigo fazer ver que estou ali para a ajudar, que é melhor ela entender como se faz do que fazer como acha, e por aí fora. Depois de passada a tempestade, fica muito minha amiga e faz-me desenhos. É muito independente e raramente se esquece das tarefas. O Magalhães veio destabilizar um bocado o bom comportamento porque a regra é chegar a casa, tratar das obrigações (banho, tpc e jantar) e então brincar. Agora dou com ela, muitas vezes ainda de casaco vestido, com o PC ligado e à procura de amigas no msn (sete anos, 2º ano, e tem amigas no msn...) Tive que lhe impor a regra das irmãs - PC sim, mas tem sempre que perguntar primeiro. Isso, ou fica uma semana sem lhe tocar.

Tanto texto para explicar o meu quase esgotamento por ter que gerir três pessoinhas tão diferentes. Não esquecendo os dois homens que, com os seus cérebros de on e off, só atrapalham,  tal é a simplicidade. Se bem que o do Sebastião ainda está em muito boa idade de ser formatado.

Uma experiência nova

28.04.10

Todos, numa sapataria. Sapatos para quatro.

O caos.

(As empregadas suavam, o puto gritava, a I chorava porque não precisava de sapatos novos, o pai desapareceu para a ala de sapatos de homem, eu bufava, a M queria sandálias pirosíssimas, a C portou-se bem e eu não comprei nada para mim. Saímos muito depois da loja ter fechado. Acho que fecharam mais cedo para evitar que outros clientes entrassem e se deparassem com aquele cenário).

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17.01.09

Com três, havia a mais velha, a do meio e a mais nova.

Com quatro, há a mais velha e o mais novo. Referir-me às outras duas de forma não nominal é confuso. Se estou a falar com alguém que não os conhece, não me refiro aos meus filhos usando-lhes o nome. Não que isso não seja prática comum. Aliás, é capaz de ser mesmo uma tradição - ai o meu luisinho, com a idade do seu, já se punha em pé!

Portanto, referir-me às miúdas do meio atrapalha-me as ideias - a segunda/terceira (a contar de onde?), a que nasceu em 99/2003? A que tem franja? A da cabeleira farta?

Vou numerá-los como aos bezerros. Aliás, eu continuo de chocalho e às manchas.

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© Rita Quintela
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