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Mãe-Galinha

M3/94

Rita, 15.01.14

A tua camisola vai a bom ritmo. Para teres uma ideia, as costas já medem 50 cm. No Domingo à noite fartei-me de tricotar. Tinha dormido à tarde e à noite estive a ver o factorX. Não foi grande gala* mas o D8 esteve extraordinário. Estou tão fã do miúdo que dei por mim a pesquisar música rap no spotify...  A camisola talvez esteja pronta antes do próximo natal :) (é esta, mas noutro fio. Vi-me grega para acertar com o ponto).


Entretanto acabei a gola dos torcidos (É MINHA). 

(Usei este modelo, com um fio brancal acerca do qual se conta a seguinte história - era uma vez uma moça que se pôs a inventar um casaco de rapaz. Tricotou, tricotou, tricotou, até que, no fim, a desproporção entre a largura, a altura e o tamanho das mangas era de tal forma que, num ápice, desmanchou semanas de trabalho e deitou mãos a esta gola).

 

Não consegui usá-la com as caneleiras castanhas, eram torcidos a mais. Aliás, ainda não a a usei nenhuma vez porque não tem estado frio.

(Fiz as caneleiras a olho).

 

Na segunda-feira a Inês voltou ao S. Gonçalinho e apanhou imensas cavacas! Vamos guardar uma para cumprir a tradição da cavaca da sorte. Atiramo-la para o ano. Gostava muito que vocês, tu e os teus irmãos, mantivessem o gosto por esta festa. Sinto que na minha vida tem faltado algum distanciamento das coisas terrenas. Não é que me falte fé, falta-me é algo a que me agarrar. As pessoas que acreditam na vida eterna são, de certeza, mais felizes. O S. Gonçalinho é o meu único escape para a frieza das coisas. E tal como te disse no sábado, ao S. Gonçalinho não se reza. Com ele, conversa-se.

Gosto da festa pagã, da melice do chão cheio de açúcar, dos 41 degraus que me fazem suar enquanto combato a minha claustrofobia e de acreditar que agradeço por mais um ano bom. 

 

este cartaz

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© Rita Quintela
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