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Mãe-Galinha

Ou "Tenho fome e estou farta da história dos óculos"

11.03.11

Ando há uma semana à procura dos óculos de sol.

Tenho quase a certeza que estão em casa (lembro-me de chegar na sexta-feira passada e de os pousar). De vez em quando tenho perguntado "Alguém viu os meus óculos?". Admito que estejam todos fartos de me ouvir (até porque entretanto comprei outros).

A minha filha Carmo também tem muitas certezas e viu muito bem que a mãe partiu os óculos e deitou-os no caixote do lixo.

Filha queridinha

11.02.11

O DRAMA

Mãe! Passaram uma rasteira ao Gui, ele caiu com a cara no chão e partiu um dente!

O HORROR

Era um dente definitivo, mãe! Até chamaram o pai dele.

E era só sangue.

A DELICADEZA, AOS SETE ANOS

(já de costas para mim, quase em sussurro)

- É mesmo frágil, o Gui.

A miúda que consegue enlouquecer a mãe com uma sigla

09.12.10

- Adivinha quanto tive no teste?

- Não sei.. diz lá

- S-M-B-C-P-C (soletrado de-va-ga-ri-nho)

- E isso é o quê?

- É a nota que eu tive.

.............................. (cinco minutos)

- E onde é que está o teste?

- Está na pasta dos testes

- Posso ver?

- Sim

- Onde é que está?

- Está na escola

.............................. (cinco minutos)

- Vais-me dizer o que quer dizer S-M-não-sei-quantos?

- Vou

- Quando?

- Não sei.

 

Fim

Não tem uma harpa em casa

21.10.10

mas aproveita todos os bocadinhos livres para treinar no conservatório. (O que demonstra que o facto de ter começado a tomar banho e a vestir-se sozinha aos quatro foram um bom prenúncio do sentido de responsabilidade).

 

(o mau feitio fica para outras núpcias, que este é um post sobre coisas boas da cachopa)

Gramática

27.09.10

Uma das mais velhas pergunta a outra das mais velhas se aquelas palavras seriam homónimas ou homófonas. Discutem e hesitam na resposta.

Ela, enrolada na toalha de banho, responde:

- Ai que burras! São homónimas!!

 

Tem menos quatro anos, entrou no segundo ano e nunca, na escola, ouviu falar disto.

Com  o trauma que tenho com a filha chamada Inês, e dramática como só eu, imaginei-a a vasculhar gramáticas e manuais de cada vez que lhe peço que páre de me perguntar o que é que pode fazer (ao que eu respondo, invariavelmente, "qualquer coisa menos chatear-me").

Na fracção de segundo seguinte, o sentimento de culpa, a menina que está a crescer depressa de mais, bem me tinham dito que não devia mandá-la pôr a mesa e fazer a cama. A visão das consultas no psicólogo, as palavras homónimas e homógrafas às voltas no meu estômago.

Isto tudo numa fracção de segundo interrompida pela humilhação das mais velhas:

- Como é que sabes isso, ó formiga com catarro?

E a minha baba, tão esperta a menina, afinal limitou-se a juntar dois mais dois! (suspiro de alívio):

- Porque a tia Carmo chama-me sempre "minha homónima! Daaahhhh....." 

 

 

 

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