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Mãe-Galinha

DAS MENINAS

Rita, 04.04.05
Quando estava grávida da Carminho, ouvia várias vezes:
- Agora é que vem o rapaz!
Eu respondia sempre, sem papas na língua:
- Oxalá que não. Prefiro uma rapariga.
- Mas já tens duas...
- E depois?

Claro que não era uma questão de preferência mas sim de embirração pelo estereótipo da variedade de géneros supostos numa prole.
(Confesso, no entanto, que não suporto a expressão, nem mesmo a atitude, referente ao casalinho - Já tenho O menino, por isso agora preferia uma menina para ficar com um casalinho - dahhhh!)

Acerca das vantagens de ter apenas filhas raparigas, lembro por exemplo que:
- a roupa passa toda de umas para as outras
- gostam de se vestir de igual
- brincam com os mesmos brinquedos
- dormem no mesmo quarto
- usam a mesma água de colónia
- vêem os mesmos programas de televisão
- até agora, praticam os mesmos desportos
- competem pelo colo do pai
- cá em casa só há uma tampa de sanita que está constantemente levantada

(A única desvantagem é que quando se zangam parecem umas galinholas... Não estou a ver mais nenhuma... Ah! Demoro uma eternidade a pentea-las)

Ontem ía de carro com as três, sem o pai:
- Olha! Tu agora podias ficar grávida e teres dois bebés rapazes gémeos! - disse a Maria
- Tás doida? Para que é que querias mais irmãos? Há meninos que nem sequer têm um único irmão e tu tens duas! E não se pode escolher se se tem rapazes ou raparigas...
- Está bem. Tanto faz. Tinham era que ser gémeos. Ou gémeas!

Bolas!
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© Rita Quintela
IBSN 7-435-23517-5

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