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Mãe-Galinha

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Rita, 27.01.04
A Carminho está quase a terminar a adapatação ao infantário. Aparentemente, tem tudo corrido bem; na próxima semana pode começar a ir "à séria". Ainda é tão pequenina.... Se já me custou horrores recomeçar a trabalhar, ter que a deixar no infantário vai ser ainda pior. Confesso que sou uma filho-dependentente. Não consigo estar longe das miúdas, tenho que saber se está tudo bem, se comeram, se fizeram xixi e cóco....Enfim, é doentio.

Voltando à Carminho - vai fazer 5 meses na próxima semana e está tão crescida. Já com sopa, fruta e papa.

E eu devo ser maluca - estou aqui a pensar que já estou com saudades dela pequenininha, recém-nascida... O melhor é ir apanhar ar e ver se esta vontade de ter OUTRO bebé me passa depresssa.



(pausa)



Gosto muito de ser mãe e se pudesse, não trabalhava e estava em casa, não digo com a prole toda (porque a partir de uma certa altura é importante estarem na escola), mas com a bébé. E não tinha que me preocupar com correrias matinais, nem com quem as deixar se estivessem doentes. Ficava em casa a tomar conta da família.

Ainda ontem a conversa da hora de jantar versava as profissões. A Maria, do alto dos seus 5 anos, refilava - mas tu (eu) não és nada! Não és médica, nem professora, nem veterinária! Va-se-lhe lá explicar que ser uma mera administrativa da função pública também faz o país andar para a frente... Na cabeça de uma criança de 5 anos, só são verdadeiras profissões as que implicam causas mediáticas. O que me parece normal.

Mas a melhor do jantar não é esta - A melhor, a mais doce, a que me fez sorrir e repensar valores, foi a frase da Inês (4 anos de rebelde irmã do meio). Virou-se para a irmã e defendeu-me - É sim senhora. A mãe é mãe e "prontos".
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© Rita Quintela
IBSN 7-435-23517-5

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