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Mãe-Galinha

Folclore

31.07.07
Lembro-me de ser pequena e de sonhar dançar num rancho folclórico.
Cresci numa cidade muito pequena, passei as férias quase todas numa aldeia e fui sempre a irmã mais velha. A primeira vez que fui ao cinema já tinha uns oito ou nove anos e o cúmulo das saídas culturais da minha infância foram as idas ao circo com o meu pai.
E os livros e jornais que li.

Uns anos mais tarde, gostar de folclore e de festas populares, gostar de tudo o que era tradicional passou a ser uma vergonha. Mesmo não sabendo quem eram e só sabendo de cor a letra do hello do lionel ritchie ou do i just called to say i love you do stevie wondek, dizia à boca cheia que era fã dos duran duran e dos rolling stones. Tinha uma amiga, irmã mais nova de muitas, que andava sempre com estes nomes na ponta da língua e eu aproveitava-lhe as deixas.
Na adolescência pseudo-rebelde da província, era obrigatório gostar-se de tudo o que não invocasse o provincianismo para que se atingisse a radicalidade.
Anos mais tarde, hormonas já assentes, voltei a ter coragem de gritar a paixão pelos cheiros e pelas cores de cada lugar. Comecei a coleccionar tradições e e perdi a vergonha de ser tal e qual.

Noutro dia fui aos correios enviar uma reclamação e dei com este livro:



Faço anos daqui a pouco mais de um mês.
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© Rita Quintela
IBSN 7-435-23517-5

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