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Mãe-Galinha

Puquéque puquéque puquéque ou - há coisas nelas para as quais tenho mesmo pouca paciência

Rita, 15.02.07
No carro:

Carmo - Põe a cat´oze mãe!
Mãe - OK!
Cd - O rabanete saltitão...
Carmo - Puquéque o rabanete é saltitão?
Mãe - sei lá!
Cd - Nunca mais aprende não...
Carmo - Puquéque ele num aprende?
Mãe - porque é burro.
Cd - Quando ía atravessar
Carmo - Onde é que ele ía?
Mãe - Ouve a música!
Cd - Nem sequer parou p´ra olhar
Carmo - Puquéuqe num olhou?
Mãe - Depois quando chegares a casa perguntas tudo ao pai, está bem?
(Não está. E continua a enxurrada de perguntas, a uma velocidade estonteante que é a velocidade das estrofes. É sempre o mesmo, sempre que conhece bem demais a música que ouve. Hoje vai gramar uma trampa qualquer de rock chinês para ver se eu não desfaleço naqueles seis quilómetros que me levam até casa).


Em casa:
Mãe, a cumprir tudo muito direitinho, a história antes de dormir, não vá a criança ficar desadaptada:
- Era uma vez três porquinhos que viviam numa floresta.
Carmo - E a mãe deles, onde é que estava? E o pai? Onde era a floresta?
Mãe - Já chega de perguntas? - Um dia resolveram construir cada um uma casa...
Carmo - O que é "resolveram"? Porque é que não ficaram todos na mesma casa? Quando é que aparece o lobo?
Mãe - Mau mau! Assim não te conto a história... O mais novo, que era muito preguiçoso...
Carmo - O que é preguiçoso? Era o mais novo porquê?
Mãe - Decidiu fazer uma casa de palha...
Carmo - O que é palha?
Mãe - Pronto! Chega! Pede à Maria que te conte.
Carmo - Ó Maria! Olha a mãe!... Num quer contar-me a história dos três porquinhos...
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© Rita Quintela
IBSN 7-435-23517-5

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