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Mãe-Galinha

Do dia da mãe

Rita, 05.05.13

Há muitos anos que, uns dias antes do dia da mãe, me fazem escrever num papel o que é ser mãe do filho tal. Parece-me que nunca menti nem enchi a folha de baboseiras bonitas de expor. Ser mãe é maravilhoso. Sim. Mas nem sempre. Nos placards do dia da mãe nunca há choros, nem angústias, nem preocupações, nem ralhetes, nem sono, nem birras. E são sempre escritos a azul ou a preto numa folha branca. É esquisito.

Os meus papéis parecem sempre escritos por uma esquizofrénica. Têm cores e riscos e palavras como brincadora e ralhadora (o deste ano tinha, pronto). Escrevo isto na esperança que se crie o movimento "vamos mudar os placards do dia da mãe".

Os meus filhos dão-me muitos presentes. Todos os dias, ou quase, e hoje também - desenhos, poemas escritos em papeis amachucados, quantos-queres com "beijinho", "eu por a mesa", e assim, sms catitas a meio do dia e outras delícias. É óbvio que não guardo tudo. Aliás, não guardo quase nada - lá está, a semi-esquizofrénica.... (se eu guardasse TUDO, guardava onde?). Pronto, confesso, fotografo os mais giros. Os presentes que eu mais gosto são os mais sinceros. Como a poesia realista "A minha mãe é querida, querida é a mãe Rita. Às vezes zanga-se e ralha, mas depois fica bonita". Se me escrevessem que eu sou sempre linda, pacífica, bondosa, amorosa  e outras coisas maravilhosas, levava-os a um psicólogo. Felizmente são realistas. Quanto mais crescem, tal como manda a ciência, mais realistas.

 

Este crescido tem 4 anos e ainda não se importa muito que o mundo saiba o que lhe vai na alma. Mais realista não podia ser.

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© Rita Quintela
IBSN 7-435-23517-5

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