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Mãe-Galinha

O INSECTO, O PEIXE E O STRESS

Rita, 29.09.04
Aparentemente, a entrada para a escola primária decorreu calmamente e sem grandes ansiedades. Ontem, com a publicação das listas de professores, disse-lhe que não sabíamos se hoje havia aulas, se a professora Paula ía ficar naquela escola ou se viria uma nova professora. Sem angústias, fez os trabalhos de casa, jantou e dormiu calmamente. Hoje de manhã tinha um pé inchado. Foi um bicho, pensei... Um bocadinho de fenistil vai ajudar. E lá fomos levar as manas ao infantário. Chegámos à escola e as auxiliares que recebem os meninos cantavam a colocação da professora Paula naquela escola. Não havia mudanças de professora! Entraram na sala, sentaram-se e, enquanto a professora dava mais alguns recados aos pais, agora assumindo em pleno as suas funções, a Maria veio ter comigo e disse:

- Ó mãe.... Doem-me tanto as pernas.... Olhei e vi dois troncos, as pernas inchadíssimas. Peguei nela e voei para o hospital. É que eu tenho imensas urticárias e já vivi o drama de ter que levar injecções de adrenalina por estar a entrar em choque anafilático. Fui atendida por um competente e antipático médico espanhol a quem contei a minha história clínica. Fez cara séria e disse – “Assim sendo, isto é efectivamente uma urgência...” Lá viu a miúda, fez uma análise às proteínas da urina, para despistar qualquer outra coisa cujo nome não me lembro (não-se-o-quê-nefrático) e confirmou a urticária. “A menina passou por alguma situação de stress?” “A menina tem comido muito peixe?” “A menina já teve isto alguma vez?” “Ai... A mãe da menina fala muito alto”

– “Olhe, se calhar é porque estou nervosa; ou então, não ouço bem”.

- E já agora, apesar de ter entrado agora para a escola primária, tenho tentado tranquilizá-la, mas acredito que ela esteja a viver um pequeno momento de angústia, mesmo não o revelando. Quanto ao peixe, a menina sempre comeu peixe todos os dias, e não, nunca teve isto. Não poderá ter sido mordida por um bicho?

- Mmmmmm... Não sei. Mas vai-lhe dar estas gotas e vigiar. Se notar alguma alteração, volta cá imediatamente. Pode ir.

- (Adeus, ó simpático. A tua sorte é que me pareces competente.)



Fui a casa, dei-lhe a medicação (que faz muito sono, como é normal nos anti-histamínicos), estive com ela até às 11h e voltámos para a escola. Falei com a professora, expliquei a situação e fui finalmente para o trabalho. Angustiada. À hora do almoço fui ao ATL ter com ela. Não estava melhor. Nem pior. Pedi à minha mãe para a ir buscar à escola. Assim, vai para casa em vez de voltar ao ATL. E eu estou aqui, à espera que o tempo passe. Logo hoje havia de me calhar uma reunião inadiável às 15h.

(Nota: de acordo com um e-mail recebido às 12h50mn, devido a um problema nas infra-estruturas da Portugal Telecom, foi interrompido o serviço de acesso à Internet. Este post está a ser escrito às 14h do dia 29/9/2007 num vulgar processador de texto).
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