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Mãe-Galinha

anai-arrebak

11.09.12

A cria sem sesta tem fins de dia que alternam entre a euforia e a birra. Nos momentos felizes grita muito, chama-me muitas vezes, faz inúmeros pedidos, alguns sem sentido.

Estamos todos muito habituados a cenas destas. Já vimos este filme das outras vezes. Eu, por mim, ignoro e continuo a beber o café do fim do jantar.

O miúdo tem uma irmã de chamego com ele. Sempre teve. É um diz-que-diz que o puto é chato e tal e tal mas depois derrete-se toda e apara-lhe os golpes.

 

Eu e o pai estamos à mesa com a Carmo num pequeno repouso pós prandial. O miúdo berra na sala a pedir não sei o quê. Berra mais alto. A mana-chamego resolve a questão e suspira:

- Coitado do miúdo, pá, ninguém lhe liga. Será possível que ninguém o estivesse a ouvir chamar?

Na mesa, outra irmã (9 anos e um feitio do caraças):

- Eu ouvi. Mas não fui.

 

(Foi também porque ignorei a gritaria, numa dia há vários meses, que decidiu tomar banho sozinho. Apareceu na cozinha meio lavado e de pijama, a cabeça ainda com areia (tínhamos estado na praia) - Ninguém me ouviu dizer que já estava despido e ninguém me foi dar banho e ninguém foi lá acima e eu fui sozinho!)

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© Rita Quintela
IBSN 7-435-23517-5

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