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Mãe-Galinha

Também sobre os verbos reflexivos

Rita, 13.04.12

Preciso de revitalizar este blogue porque, para pesos na consciência, já me basta o facto do meu filho mais novo não ter fotografias, nem álbuns, nem datas registadas nem nada.

Portanto, fica aqui escrito que me esforçarei, pelo menos, por ir escrevendo.

(às vezes sonho com posts, caramba. Quando os escrevia com ritmo, isso não me acontecia, escrevia-os e pronto, dava-se a catarse).

O meu filho Sebastião conjuga o verbo sorrir como um verbo reflexivo e eu acho que isso demonstra a sua enorme inteligência. Se sorrir é sorrir a dobrar.

Ele foi ao jardim zoológico e relatou da seguinte forma o seu encontro com os chimpanzés:

- O macaco estava a fazer palhaçadas e eu sorri-me.

Também usa o verbo da mesma forma na 3ª pessoa. Ontem foi ao teatro E perguntei à Lena porque é que estavam todos pretos e ela sorriu-se.

Já que escrevo sobre ele, e porque a minha irmã me lembrou que é importante este registo para memória futura:

- O meu filho tem sotaque venezuelano e um timbre de voz esquisito. É impossível reproduzir em carateres. Vou gravar.

Hoje expliquei à minha filha Inês, 12 anos, a diferença entre pensamento de esquerda e de direita. A minha filha Inês não parece mas é muito pragmática. Ok mãe, sou de esquerda, já percebi. Isto porque num pequeno trivial caseiro de sexta-feira à noite sem ensaio da banda porque estava enjoada e com dores de barriga (vou abolir os chocolates na Páscoa, juro) ela acertou no primeiro ministro mas trocou o partido.

As minhas filhas mais velhas tocam numa banda filarmónica, a mais velha de todas já não anda no conservatório (tenho que escrever sobre isso), e decidiu aprender outro instrumento. Gosto muito das fardas da banda e resumindo - a Carmo e a Inês lá seguem no conservatório e a Inês e a Maria estão na banda filarmónica. Agora a Carmo, que toca harpa e nas bandas não há harpas, encasquetou que quer aprender trombone de varas para também ir para a banda.

Eu por mim acho tudo muito bem. Já não tenho mesmo vida própria e habito dentro do meu carro portanto, mais instrumento menos instrumento, tudo peanuts, já nem ligo.

Sim, também ainda andam no ballet. Porque querem e gostam

E duas delas na piscina. Porque querem.

Não, não têm muito tempo livre, coitadinhas. É a vida. O tempo livre delas é este, a dançar, a tocar um instrumento de que gostam, tudo sem grandes pressões. E assim eu sei onde estão e com quem estão. Já me basta o resto do tempo para fazerem disparates q.b. (tenho que escrever sobre isto)

O Sebastião tem 3 anos, 8 meses e duas semanas e dorme de chucha e fralda. E não, não é por culpa minha numa cena de querer prolongar o meu bebé. É porque já dei várias vezes para o peditório de andar a  mudar camas a meio da noite, sem ter visto nisso grandes vantagens. Agora quero é poder dormir, nas poucas horas que a minha vida me deixa.

Às vezes é tramada a minha vida - é uma sanguessuga de tempo e o tempo é o que mais falta me faz. É por falta de tempo que não tenho escrito.

E também porque estou viciada em vales e promoções e no sábado poupei 28 euros numa compra de 100, no minipreço. Estou mesmo boa nisto!

Eu não vou escrever isto -  sou amiga da companhia das sandes no FB porque me ofereceram um cachorro-quente.

Ah! Mudámos de carro e estou muito contentinha com o facto de ter passado da besta da sharan 12 aos 100 para o Dacia lindo da mamã, 6 aos 100.

Os cereais myTime do Pingo Doce são muito bons.

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© Rita Quintela
IBSN 7-435-23517-5

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