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Mãe-Galinha

Inês, lê os recados no último parágrafo

Rita, 09.02.12

Estou a definhar com saudades da minha filha Inês e nem o estágio das ausências do verão está, neste momento, a fazer o que quer que seja por mim.

Por um lado, está mais longe de mim do que alguma vez esteve. Muito longe mesmo. Por outro, o tempo por lá está péssimo - muito frio, neve, chuva, viagens intermináveis em autocarros, enfim, um pesadelo para a minha galinhice. Acrescente-se o facto desta minha cria ser a descontração/desorganização/desligação. Ainda não tinha saído de casa e já não sabia onde estavam os comprimidos contra o enjoo. À chegada enviou-me um sms (já enviou 146, desde Domingo) porque não sabia onde estava o saco com os carregadores (na mala DELA, que fizemos juntas).

Levou mil indicações escritas em papelinhos que de certeza já desapareceram (se tiveres febre, isto, se te doer o pé, aquilo, não andes sozinha, escreve aí as moradas das casas e o nome do hotel, blá blá blá).

Não foram precisos muitos dias para o detalhe que eu já adivinhava: Sinto-a tão, mas tão feliz ao telefone (costuma ser monocórdica e sem expressão), tão detalhada nos pormenores que conta e tão intensa, que fico com a certeza que esta miúda é mesmo do mundo e nunca será feliz presa a um lugar.

 

Agora os recados, para o caso de me leres por aí:

- Não me envies sms quando acordas. Há uma coisa chamada fuso horário e às cinco da manhã eu estou a dormir....

- É melhor mandares arranjar as botas castanhas. Se acontece alguma coisa às azuis vais para a rua como? De pantufas?

- Não quero ver mais fotos em que apareces sem gorro nem luvas. Tenho visto todos os dias o meteo.it e sei muito bem que está frio.

- Não perecebo metade das cenas que mandas nos sms (tipo XD e assim)

- Porta-te bem e diverte-te (com juízo)

- Beijossss

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© Rita Quintela
IBSN 7-435-23517-5

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