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Mãe-Galinha

Este ano jurei que não ia guardar esta tarefa para as férias.

Rita, 01.08.11

Tenho vivido os últimos serões afogada em roupa. E em mais roupa.

A que guardo, na esperança que passe de uns para os outros; a que nos dão e que agradeço beijando-vos os pés, a que se acumula no cesto para passar, a que enche gavetas e roupeiros e a que nasce por geração espontânea. 

Arrumar e organizar isto tudo não é fanatismo, é uma necessidade essencial. E antes que as aulas comecem e eu tenha mais com o que me ocupar, pus-me a isto.

Primeiro, antes das Maria irem de férias, tirei TUDO dos roupeiros, redistribuí  E REMARQUEI o que foi possível e amontoei o que já nenhuma Maria queria, o que precisava dalgum arranjo ou o que não era vestido há mais de um ano e que, portanto, irá de vela.

Desci dois andares com os cestos das sobras e separei - dar, emprestar, arranjar, arrumar. (O monte de roupa para arranjar é um monstro muito mau).

Aproveitei e fiz o mesmo com a roupa que já não serve ao Sebastião e que ainda estava sem destino.

Depois tive a infeliz ideia de começar a arrumar a roupa de inverno, que guardo em sacos num armário da cave. Ando nisto há não sei quantos dias e se não fosse a desarrumação, desistia já.

São quilos de roupa a passar pelo mesmo processo: ver a quem serve/quem quer ou separar para dar, emprestar, arranjar.

Acontece que as Marias têm ido à vez para a colónia de férias... Se por um lado tenho mais tempo, por outro, tenho mais trabalho por não saber de quem é o quê ou quem quererá determinadas coisas. Só ralações, esta vida doméstica...

No dia em que a minha própria filha (mais velha) desceu à cave, abriu muito os olhos e disse:

- C´um caraças! Isto parece a tenda dos ciganos!

ocorreu-me que devia mostrar ao mundo que até consigo dormir se não tiver tudo arrumadinho. Desde que esteja tudo etiquetado, claro.

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© Rita Quintela
IBSN 7-435-23517-5

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