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Mãe-Galinha

**Agarradinhos** - a comovente história dum coração fora do sítio

Rita, 05.07.11

Se preferia ter uma casa maior? Preferia. Com um quarto para cada um? Não sei. Gosto da cumplicidade das mais velhas e da partilha entre a Carmo e o Sebastião.

Ao fim de semana a pobre Carmo não pode ficar sem o seu espaço durante as horas de sesta do rapaz e este é o pretexto. O menino vai à sesta comigo, que aproveito e ponho em dois dias o sono da semana.

E há o pretexto.

E o ritual: à fruta do almoço eu, Então, vamos dormir?, ele, Sim! Agarradinhos!, e ainda ele, Vou ler o teu livro na minha mão, e já na cama pega no livro que agora são as Conversas na Catedral, irra, tanto de bom livro como de difícil de ler, e lê "Se-bas-ti-ão" e desmarca-me as páginas.

Depois começa-se a enrolar e a agarrar, o cheiro da borracha da chucha quase na minha boca.

Leio três linhas e apago a luz e quem e o bebé da mãe? - Sou eu mas num xou bebé e gosto muito da minha mãe Rita. Oh... que lindo. E onde é que tens o amor, coisa mái linda da mãe?

E homem que é homem estraga o  romantismo em três tempos e mostra que isto lhes está mesmo entranhado. Responde, na pilinha! e eu, tá nada, tá no coração. Que tá na pilinha, pois tá?

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© Rita Quintela
IBSN 7-435-23517-5

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