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Mãe-Galinha

Só estar

18.05.11

Ontem devia ter escito outra vez sobre flexibilidade. Mas não deu. O tempo não chegou, o dia não se flexibilizou. E ontem a culpa nem sequer foi do trabalho. Cheguei ao fim do dia exausta, com dores de cabeça e as pernas doridas. Até saí cedo do emprego, ainda não eram cinco. E uma das Marias até lá esteve comigo durante a tarde (isso também é uma forma de flexibilidade, ter um emprego para onde, numa situação extarordinária, se pode levar uma criança por um par de horas).

Andei numa roda-viva entre as cinco e as oito, entre as minhas crianças e as miúdas italianas que alojamos estes dias por causa dum projecto da escola, jantámos quase às nove, às dez ainda ninguém dormia.

Estive muito tempo com os meus filhos, sim. Se o meu trabalho institucional fosse diferente, as minhas horas com eles teriam sido diferentes? Não me parece. Ontem a falta de flexibilidade cheirou-me a falta de flexibilidade MINHA - não sei/não gosto de delegar tarfefas inerentes às crianças, gosto de ter tudo sob controlo, acho que há tarefas nas quais sou insubstituivel. Considero o meu trabalho de mãe e de dona-de-casa um trabalho ao mesmo nível que o meu trabalho-emprego e é por isso que me pareceu importanto avaliar a flexibilização do primeiro.

No meu caso muito particular, tenho dúvidas em relação da opção tele-trabalho. Se tivesse uma profissão mais criativa, talvez resultasse. A minha casa é um lugar demaisiado cosy para tabelas e gráficos e como para mim a família é a opção prioritária, dúvido que me conseguisse concentrar q.b., se ali ao lado tivesse um bebé a pedir atenção ou uma Maria com dúvidas nas fracções. Não sei gerir as emoções com relógio e isso seria o meu maior obstáculo.

Assim sendo, e se pudesse pedir alguma coisa, era isto - ganhar mais, para poder empregar uma pessoa que me ajudasse com algumas tarefas, ficando eu com tempo para estar com os meus filhos. Só estar.

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© Rita Quintela
IBSN 7-435-23517-5

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