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Mãe-Galinha

Aljubarrota em Aveiro

Rita, 13.12.10

 

Depois de meses sem fazer pão, voltei a poder libertar a pequena padeira que há em mim.

A máquina antiga deixou de trabalhar (excesso de uso?) e o dinheiro devolvido esperou pacientemente uma nova remessa no LIDL. Chegou na quinta-feira passada e temo agora pela saúde desta - pelas minhas contas, em três dias trabalhou mais de quinze horas - mnham!

Eu podia só cozinhar, inventar ementas, organizar refeições, distribuir comida em tuperwares (a sério, há qualquer coisa entre mim e caixinhas cheias de comida).

Então fiz bolachas, bolos, pão, bifes recheados, sopa, tarte, tudo e tudo! Hoje é segunda-feira e ainda cheiro aos fritos e refogados de Sábado. Doem-me as pernas das horas em que estive de pé mas tenho a alminha cheia de boas energias.

Claro que devo agradecer ao meu local de trabalho por me ter albergado a criançada durante umas horas no Sábado, à conta dum filme e de presentes para todos. E ao meu marido que levou e buscou, e à minha amiga Catarina que lhes deitou o olho. Eu baldei-me, que oportunidades destas não aparecem todos os dias, e refastelei-me entre ovos e farinha.

As crianças devem ter definhado de saudades minhas naquelas três horas. Ou isso ou eu estava besuntada de geleia e nem dei conta. Colaram-se a mim que nem lapas e só desertaram da cozinha na ameaça de não provarem nada.

 

Depois vieram amigos para jantar e comemos.

E no dia seguinte fomos a casa de amigos e levámos os restos.

E ainda há.

 

Imagem dum trabalho de Nuno Matos, do atelier bola de neve.

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© Rita Quintela
IBSN 7-435-23517-5

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