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Mãe-Galinha

Post Mu-mu

Rita, 26.10.10

Não me posso esquecer de escrever sobre feiras, festas e romarias no AntiCrise.

Nisto, a província ganha às capitais - não há fim-de-semana sem festas num raio de trinta quilómetros e ála com os miúdos que sempre apanham ar e vêem a vida tal como ela é.

No Sábado peguei neles e fui à Agrovouga. Vamos sempre, todos os anos. No ano em que o S nasceu lembro-me de estar de mama de fora à beira das vacas, sentada em cima dum fardo de palha. Eu fui uma delas!

Voltemos à feira - É uma exposição de vacas lavadinhas, com desfiles e eleições de miss vitela, alguns cavalos e póneis e cheiro a leite acabado de ordenhar. Uma verdadeira escola prática, como são quase todas as feiras por esse país fora. Paguei três euros para entrar - fiz a Carmo e a Inês passarem por ter seis anos - e passei lá a melhor tarde dos últimos tempos.

(Passar a Inês por seis anos foi hilariante - "ou ela tem seis anos ou não entra ninguém". Se tenho remorsos? Eu não! Sou roubada em impostos todos os dias e contribuo em massa para as reformas dos futuros pensionistas deste país.)

 

 

Vimos as vacas e as vitelas, provámos queijo, comprámos rifas da Misericórdia, fizemos festas aos cavalos, aprendemos tudo sobre os critérios de eleição das misses, e, sobretudo, contribuímos para a felicidade do nosso homenzinho deixando trepar para tudo quanto era tractor. Ao subir para o primeiro, aquele ar de excitação, o falar muito depressa e

- Moeda, mãe Rita! Moeda! Pó tatôi andái!

Um pequeno drama rapidamente ultrapassado pela descoberta da felicidade absoluta - qui xima o Tatão bê tudo!

 

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© Rita Quintela
IBSN 7-435-23517-5

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