Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Mãe-Galinha

Gramática

Rita, 27.09.10

Uma das mais velhas pergunta a outra das mais velhas se aquelas palavras seriam homónimas ou homófonas. Discutem e hesitam na resposta.

Ela, enrolada na toalha de banho, responde:

- Ai que burras! São homónimas!!

 

Tem menos quatro anos, entrou no segundo ano e nunca, na escola, ouviu falar disto.

Com  o trauma que tenho com a filha chamada Inês, e dramática como só eu, imaginei-a a vasculhar gramáticas e manuais de cada vez que lhe peço que páre de me perguntar o que é que pode fazer (ao que eu respondo, invariavelmente, "qualquer coisa menos chatear-me").

Na fracção de segundo seguinte, o sentimento de culpa, a menina que está a crescer depressa de mais, bem me tinham dito que não devia mandá-la pôr a mesa e fazer a cama. A visão das consultas no psicólogo, as palavras homónimas e homógrafas às voltas no meu estômago.

Isto tudo numa fracção de segundo interrompida pela humilhação das mais velhas:

- Como é que sabes isso, ó formiga com catarro?

E a minha baba, tão esperta a menina, afinal limitou-se a juntar dois mais dois! (suspiro de alívio):

- Porque a tia Carmo chama-me sempre "minha homónima! Daaahhhh....." 

 

 

 

O nome e os conteúdos deste blogue estão protegidos por direitos de autor.
© Rita Quintela
IBSN 7-435-23517-5

9 comentários

Comentar post