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Mãe-Galinha

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Rita, 16.05.06
palavras, em muito pouco tempo. (A Carmo) diz o "r" muitas vezes: Maía já é Maria mas porta ainda é póta. Usa expressões de menina crescida e fala com uma entoação de chorar a rir - não é só no tamanho da testa* que é parecida com a minha mãe, também mexe muito as mãos quando se entusiasma a falar.
Eu derreto-me especialmente com o

É pois!
com a retórica
Pe´cebes, mãe?
e com a já-nossa-conhecida
Paxênxia

Reconta histórias mas mistura tudo: E ´pois o lobo mau apachêu atás da ´iábore e tába lá o capuchinho bermeilho e os póquinhos fugi´am com medo e a do capuchinho tinha uma touca na cabêcha e o mau bateu no lobo com um matélo (!?)

Não se deixa enganar com conversas fiadas:
- Ó mãããeeeeeee, ti´a daqui a Pêta! (a gata) A Pêta é má e móde a mim!!!!! (mentira)
- Então tu explicas-lhe que ela não pode ser má e dizes-lhe para ela se portar bem, pode ser?
- Mas a Pêta não fala....

Já não usa fralda nenhuma, nem sequer para dormir. Gosta de comer de faca e garfo e não troca os sapatos. Descobriu no quarto das irmãs os livros da Anita e agora não quer outra coisa antes de dormir. Ainda faz muitas birras. Contra quase todas as normas menos as minhas quando já não a posso ouvir, quase todos os dias mastiga uma chiqueléta.

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© Rita Quintela
IBSN 7-435-23517-5

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