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Mãe-Galinha

Se eu tivesse um restaurante nunca se chamaria primavera

Rita, 23.03.10

Nem preciso de ver no calendário que já é Primavera - dois com febre, dois com dores de cabeça, uma dor de barriga e algum mau humor à mistura, fazem-me sentar e esperar que passe. É daquelas coisas contra as quais não vale a pena lutar.

Entretanto, o bebé faz cocó no penico e junta palavras o que me fez arrepiar, noutro dia, quando peguei num recém-nascido ao colo. Pelo sim pelo não, ontem fui a uma consulta de planeamento familiar. Vim de lá com quatro caixas triplas de comprimidinhos e uma lavagem cerebral.

A Maria segunda vai representar a escola numa prova de salto em comprimento e noutra de velocidade. Sim, a Maria que precisa de pedir licença a um pé para o outro se mexer. A Maria primeira cresceu mais num mês do que os irmãos todos juntos num ano. Tenho quase a certeza que as raízes não sei do quê que lhe receitaram para a ansiedade estão a ajudar - as dores de estômago melhoraram mas coitada, nunca mais comerá ovos nem frango, nem peru nem outros bichos com penas. Ou pode ser que coma, a mim passaram-me as alergias e manias depois de ter tido a primeira cria.

Falta-me a Carmo. Ah! Já me lembro. Deu em saber de cor a ementa para a semana toda, mesmo que não a veja escrita num papel qualquer. Quase sempre, ao Domingo, decido os jantares e ela, se não vê a lista, entra em transe. Implica com  o tipo de farinha como que se faz o pão (não ponhas mais integral do que branca) e ontem, quando se lembrou do empadão que iria ser o jantar, afagou a barriga e suspirou - finalmente...

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© Rita Quintela
IBSN 7-435-23517-5

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