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Mãe-Galinha

patinar, panicar, chorar e outros verbos da 1ª conjugação

Rita, 03.02.10

Não gosto nada de me encharcar em medicamentos e costumo resolver os (meus)pequenos achaques com xaropinhos de cenoura, chás de tília e muitas cápsulas de ginseng.

Mas às vezes isto não chega e o flop aconteceu há menos de uma semana quando, a meio de uma renegociação do crédito à habitação, comecei num pranto inconsolável. A minha gestora de conta é extraordinária - trouxe-me lenços de papel, ofereceu-me um cigarro, e fez-me prometer uma ida ao médico. Também se ofereceu para uma tardada com as crianças.

Naquele manhã não ganhei a batalha da negociação mas ganhei o dia e hoje fui ao centro de saúde.

Mal me viu entrar sozinha, a médica (de família e de há muitos anos), constatou o que eu andei a adiar e convenceu-me não só à paroxetina mas também à promessa de pelo menos mais meia hora de sono diário. E eu prometer até prometo.

Também me receitou lágrimas, que chorar em seco custa muito mais.

 

(As lágrimas artificiais são por causa duma sensação que tenho há mais de um mês no olho esquerdo. Parece que tenho um grão de areia e não há meio disto desaparecer. Anyone else?)

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© Rita Quintela
IBSN 7-435-23517-5

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