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Mãe-Galinha

Gostar de computadores

17.07.09

Não tenho grande coisa contra o Magalhães. A não ser, às vezes, o ser preferido ao Sebastião e me obrigar a negociar com a Inês (o Magalhaes é dela) uns minutos com o bebé. Não fosse o Magalhães (e o e-escola da Maria), teríamos que partilhar um computador que está a precisar de reforma. Claro que é preciso bom senso e paciência - há vida do lado de cá dos ecrãs, é preciso ler, saltar à corda e pôr a mesa. E se não cumprem, amanhã não jogam.

Gostar do Magalhães não significa que concorde plenamente com a iniciativa. Haveria outras formas de gastar tanto dinheiro e também outras formas de dar aos miúdos o tal acesso ao mundo digital (a começar por equipar as escolas). Parece-me que em grande parte dos casos o Magalhães não será o primeiro computador na casa das crianças. Mas por aquele preço, só quem não quis é que não aproveitou. A ideia podia ter sido boa se tivesse sido pensada com pés e cabeça - primeiro as escolas -  internet, quadros interactivos, professores com formação. Lá chegaremos, tenho esperança.

 

Eu trabalho num sítio (público) onde é inimaginável a quantidade de material informático que se acumula por já não ter "utilidade". Lembro-me de em tempos ter sugerido que os computadores e outro material informático pudessem ser vendidos ou oferecidos aos funcionários (na altura em que ter um pc em casa não era, de facto, para todos) ou doados a instituições mas o processo seria tão complexo que desmoralizei em três tempos. Porque as máquinas tinham que ir para abate e depois já não podiam ser "recuperadas", uma chachada burocrática que deitou para o lixo milhares de equipamentos.

Entretanto, parece que o processo até se simplificou mas continua a existir um exagero de petulância informática por esse paí/mundo fora. E no resto do país/mundo, um computador até faria toda a diferença.

É por isso que eu divulgo o banco do equipamento.

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© Rita Quintela
IBSN 7-435-23517-5

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