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Mãe-Galinha

Era o meu sonho de miúda. Foi preciso ter filhas crescidas para se concretizar!

Rita, 19.06.09

Sou chefe dum clube secreto! Nem estou bem em mim... E fui eleita, não me autonomeei.

 

Noutro dia roubaram o telemóvel à Inês e foi assim que tudo começou. Foi no balneário da piscina e eu fiquei com um pequeno sentimento de culpa. A miúda não devia ter levado o telefone; eu esqueci-me de lho pedir antes de me ir embora.

No meio do chorinho sentido (nela todos os choros são sentidos), lá lhe expliquei que não era o fim do mundo, que nos serviria de lição e que se havia de arranjar maneira de ter outro (dá-me um jeitão elas terem telemóvel).

A Maria, que raramente demonstra grandes afectos, disse logo que dava dinheiro do dela para ajudar e desde esse dia, eu e elas temos passado belos momentos a engendrar forma de apanha o ladrão (e elas convencidíssimas de que vamos levar avante os planos). 

Eu sinto-me dentro dum livro dos cinco ou dos sete e até arranjei um caderninho para apontar as pistas e descrever os planos.

 

Sabendo que, e segundo as minhas sócias, quem rouba uma vez, rouba sempre, decidimos arranjar um telefone daqueles que já não funcionam e estão lá em casa numa caixa e seguir os mesmos passos. Levá-lo para a piscina, simular uma chamada e colocá-lo na mochila.

Depois,

1. Podemos besuntar com cola 3 super (sic) e o ladrão fica com o telefone colado para sempre e quando virmos uma pessoa na rua com um telefone agarrado à mão já sabemos quem foi!

2. Amarramos um fio de pesca ao telefone, muito comprido!, e  seguimos e fio até chegarmos ao ladrão.

3. Enchemos o telefone de electricidade (como?) e o ladrão apanha um choque tão grande que desmaia e nós descobrimos.

4. Pedimos a algúem que nos arranje um campo magnético de lasers (!) para por à volta do telefone (e não percebi bem a consequência).

5. Ligamos o telefone a um alarme e quando o ladrão lhe tocar, o alarme toca muito alto (esta é a minha ideia).

 

Quando apanharmos o ladrão amarramo-lo com uma corda e chamamos a polícia. Depois recebemos uma medalha e com sorte, eu serei presidente da câmara.

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© Rita Quintela
IBSN 7-435-23517-5

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