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Mãe-Galinha

O sol brilha, os passarinhos cantam e e eu rejubilo por voltar ao trabalho

15.06.09

As férias cansaram-me tanto que hoje não vou arredar pé do trabalho. Aliás, estou a escrever este post no trabalho, vou almoçar no trabalho, se calhar passo pelas brasas aqui no trabalho, tomo café no trabalho, fumo cigarros à porta do trabalho, tenho conversas normais com pessoas com quem trabalho e estou tão bem sentadinha nesta hiper-mega-confortável-cadeira que acho que nunca mais saio do trabalho.

E o silêncio? Ah.... Respirar e ouvir o ar passar-me pelas narinas. Sem gritos, nem choros, nem chius, nem nada. Só eu e o meu ar. Nunca mais saio daqui - eu, o meu trabalho, esta cadeira, até este computador que nem é meu mas que sabe da minha vida toda. E pagam-me para aqui estar, confortável, a produzir trabalho mental, nada de sopas nem máquinas de roupa, não aturo birras (bem, ás vezes lá calha) e consigo não estar cheia de nódoas. Não tenho passado as últimas horas a carregar um bebé gordo que não pára quieto e que passa o tempo a atirar os brinquedos para o chão para depois gritar "Mãe!" num vozeirão de comando. E  a lorpa lá vai - Toma chuchu, atira outra vez ao chão que a mãe apanha, tá bem? E assim se criam os homens de amanhã....

Claro que me faltam as crias mas nas férias, tirando o bebé a quem, na certa, se esqueceram de cortar o cordão umbilical, também me faltaram as Marias. Para mim as férias haviam de ser dias cheios de filhos mas as minhas não costumam ser porque elas (as filhas) têm tantas coisas diferentes e tantas pessoas de quem têm tantas saudades que acho que se esquecem um bocadinho da mãe. Mas não faz mal porque hoje a mãe está tão bem disposta que nem isso a fará pensar na vida. 

Nunca mais digo mal do meu trabalho.

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© Rita Quintela
IBSN 7-435-23517-5

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