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Mãe-Galinha

Bons caminhos

Rita, 05.06.09

Noutro dia portou-se mal, andou aos pontapés aos colegas da escola. É muito maria-rapaz nas brincadeiras e o supra-sumo do divertimento é brincar às lutas.

Nesse dia. quando a fui buscar, mal tinha chegado à escola e já sabia que a miúda tinha estado um bocadinho sentada a pensar no que tinha feito.  O mulherio não perdoa, nem mesmo aos cinco anos de idade e amigas como aquela são as que terá que aturar para o resto da vida. Queixinhas.

Em casa, aproveitando estar sozinha com ela enquanto o gordo se refastelava na segunda sesta, expliquei-lhe porque não devia andar aos pontapés, procurámos-lhe as nódoas negras,  e ameacei castigos perante a possibilidade de repetição da cena (que diga-se, é comum).

E a tarde continuou.

Ao fim do dia enroscou-se em mim:

- O que foi?

- Nada...

- Tá bem.

- Mãe...

-Sim?

- As filhas às vezes também podem pedir desculpa às mães?

- Claro.

- Ah!

(silêncio)

- Então porquê? - perguntei

- Porque eu queria-te pedir desculpa por causa dos pontapés.

(abracinho)

 

Ontem, quando a fui buscar, a primeira coisa que me disse foi que se tinha portado bem e depois fomos comer um gelado.

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© Rita Quintela
IBSN 7-435-23517-5

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