Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Mãe-Galinha

Tum

Rita, 06.05.09

Hoje tive um baque.

Foi de repente, no meio dum mar de gente. Fiquei sozinha com tanta gente à minha volta e deixei de ouvir (o que diziam). Agarrei-me à cadeira para não desatar a correr, respirei fundo e senti o baque.

 

Eu não sou daqui.

 

Depois saí , almocei e senti-me estupidamente bem por ter percebido, no outro bocado de tempo, que não era dali.

 

Foi a adrenalina dos últimos dias que me fez baquear. Acumulei cansaços e preocupações, amparei não sei quantas quedas, tratei feridas e até assisti a uma cirurgia, caramba. Havia de dar nalguma coisa e deu nisto. No baque.

 

Agora vou tirar os sapatos e vou-me embora descalça.


Dia(s) da mãe:  O Sebastião caíu da cama da Carmo para o chão. A Carmo deu cabo dum pé que ficou preso na roda da bicicleta da Inês. A Inês ofereceu-me uma compilação de textos escritos por ela -  a mãe chama-se, a mãe nasceu, a mãe casou, a mãe cozinha, a mãe é amiga e a mãe às vezes dá-me estaladas que me doem muito mas eu adoro-a na mesma.

Dou uns tabefes de vez em quando mas não me apetecia ler isto escrito num presente do dia da mãe.

A Maria dois dias murcha, com dores de cabeça e tonturas. Ocorreu-me que lhe faltavam os óculos e tudo se resolveu. A Maria ontem numa pequena cirurgia - menos um sinal e cinco pontos num braço.

 

Fomos ao tetaro, eu e elas. Gostei muito e chorei um bocadinho.

 

O nome e os conteúdos deste blogue estão protegidos por direitos de autor.
© Rita Quintela
IBSN 7-435-23517-5

6 comentários

Comentar post