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Mãe-Galinha

O menino, a mãe e as suas adoráveis irmãs

Rita, 18.04.09

Havia de chegar o dia em que isto tinha que acontecer - escrever lamechices de mãe de bebé adorável. É um facto - este miúdo veio para me adoçar. Já sei, já sei - é rapaz e basta; um menino da mamã. Mas eu, mãe três Marias muito independentes, já precisava destes mimos para rejuvenecer. É tal o namoro que, confesso, nem me importo que acorde para não-sei-quantos biberons a meio da noite - compenso a falta de sono com o colo que lhe dou. Pesa-me no corpo, tanto colo - são 12 quilos de refegos e só não me preocupo com tanto porque é todo grande. Gatinha, põe-se em pé, e não fosse eu obrigá-lo a algum sossego, não pararia um segundo. Faço-o parar, às vezes, porque a pieira o cansa - estou farta de tanto ventilan, tanto aerossol, tanto medicamento. Queremos arzinhos de Maio, dizem que ajudam.

Noutro dia o pai dele ouviu-me susurrar-lhe um disparate e preocupou-se - dizia eu ao bebé que ele não ía ter namoradas porque era comigo que ía casar. Agora que repenso o que disse, começo a achar que amaluquei de vez. Mas o miúdo besunta-me de baba e dorme agarrado a mim. A sorrir. E faz-me festas na cara e agarra-me a mão. Não é de querer casar?

 

Há outra coisa - estou tão farta de ler/ouvir disparates acerca do quanto é possível gostar dum segundo filho. Normalmente esta dúvida deixa de fazer sentido para quem passa de dois para três ou de três para quatro e por aí fora.  Quando se tem um segundo filho, passa-se a gostar ainda mais do primeiro. Isto é verdade. Porque nascendo outro filho, nasce também mais um amor fraterno e isso engrandece. Ao pé dum bebé pequenino, os irmãos mais velhos ganham detalhes novos, tempos diferentes, um amor maior, é o que é.

O bebé Sebastião é adorável. Grande parte da culpa é das irmãs que o mimam e o fazem feliz.

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© Rita Quintela
IBSN 7-435-23517-5

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