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Mãe-Galinha

Dois dias

Rita, 30.03.09

A hora da bola foi à hora da terra e assim sendo, mesmo a zeros, a bola ganhou, de certeza. Nós apagámos as luzes, desligámos carregadores, acendemos velas e jantámos devagar. A Carmo antecipou o medo do escuro e chorou quando ouviu falar em apagar as luzes:

- mas porquê, mãe? salvar a terra de quê??...

(depois divertiu-se a apagar as velas, uma por uma)

Não consigo encontrar dados signifivativos acerca desta iniciativa. Apenas que na Bélgica se poupou, numa hora, o equivalente ao consumo médio de 500 mil residências (oglobo.globo.com).

 

Mesmo no escurinho, não parou de se queixar e, no Domingo de manhã, aproveitando o facto do Sebastião precisar de ser auscultado, levei-a também ao médico. Ao Sebastião já não chega só o Ventilan e a Inês tem uma inflamação nos tendões de aquiles. Quarenta euros na farmácia, umas sandálias a menos para o meu verão e nem cheguei a comprar as botas novas para o Inverno que não sei se passou.

 

Primeiro o calor, agora o vento gelado, os narises ranhosos e eu a ter que explicar, todas as manhãs, que não, não podes ir de manga curta e sandálias... E sim, tens que levar o gorro.

 

Gosto da hora de verão mas sofro com este pequeno jet-lag. Uma hora faz-me muita falta.

 

Bricolei muito, no fim de semana. Mas a cola acabou e continuo sem máquina fotográfica - uma avaria no visor, uma pesquisa na net e afinal é um problema de origem que a Canon repara gratuitamente. Cá me vou safando com um marido colaborante mas não é a mesma coisa. As minhas coisas têm que ser fotografadas por mim; fotografá-las é uma parte do processo e resta-me esperar que regressa sã e salva.

 

Ainda faltam quinze dias para o fim das férias e já não as posso ouvir dizer que não têm nada para fazer. Coitadinhas.

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© Rita Quintela
IBSN 7-435-23517-5

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