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Mãe-Galinha

trinta e oito e meio

Rita, 10.02.09

O vírus passa de garganta em garganta e aborrece-me os dias e as noites. Eu nunca fico doente mas às vezes apetecia-me. Ficava deitada no sofá, enrolada numa manta, traziam-me chás e paracetamol, davam-me beijinhos e deixavam-me estar sossegadinha, a ver se a dor de cabeça passava. Se eu estivesse doente se calhar nem tinha que fazer o jantar.

Eles ficam todos doentes e eu não. Porque eu sou a mãe e tenho, de certeza, um chip incorporado que emite ultra-sons que afugentam os bichos e me faz aguentar dias e dias (meses. anos.) sem dormir.

Não sei como não baralho tanto antibiótico, anti-inflamatório, gotas do nariz, paracetamol, ibuprofeno e afins. Já não uso termómetro porque consigo saber-lhes a febre só com um beijo na testa e estou quase, quase, a tentar uma especialização em pediatria.  

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© Rita Quintela
IBSN 7-435-23517-5

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