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Mãe-Galinha

Sempre ocupado, Sebastião - I

Rita, 21.11.08

Já tem as rotinas bem alinhadas, o rapaz.

Acorda cedo, muito cedo mesmo (antes das 6, pronto) mas acaba quase sempre  por dormir mais um bocado aninhado no meiinho e com a mama na boca. A essa hora, já nem tenho força para me sentar. Deito-o ao meu lado e olha, mama para aí mas deixa-me dormir.

O meu despertador toca às sete e um quarto porque a criançada mais velha tem escola cedo. Quase sempre adormece no carro antes das nove, já de barriga cheia outra vez. Depois vai dormitando entre as escolas e a alface ou os iogurtes do pingo-doce. 

Voltamos para casa, já só eu e ele, e tratamos das coisas do costume - as roupas, as camas, os brinquedos espalhados, agora mama, depois uma fralda, quase sempre a roupa mudada tamanho é o cocó. Antes do meu almoço, adormece invariavelmente ao som deste teclado. Nove meses dentro duma barriga encostada às teclas surtiram este efeito sedativo.

Eu almoço e ele dorme e ele acorda e come. À tarde não dorme grande coisa; é capaz de dormitar ao meu colo ou outra vez aqui ao lado, é raro querer ficar na cama - às vezes calha e tenho uma tardada só para mim. Outras vezes palra enquanto costuro ou enquanto escrevo. Quando saio para começar a distribuir as Marias, ele adormece no carro, outra vez bem alimentado. Depois será como ele quiser -  tanto pode ser um homenzinho e esperar pela hora de chegara casa (que é sempre variável) como pode, como hoje, fazer-me parar o carro num ermo escuro e ali ficar a amamentar o pinguim.

Toma banho todos os dias. Não quero saber das novas teorias do "faz mal à pele". O meu bebé cheira a bolsado e a cocó, é gordo e transpira e acumula lixo nos refegos. Toma banho, mama e dorme o único sono que me permite respirar. Este, ao serão (é agora que estou a escrever).  É sexta-feira, posso estar a escrever. As Marias não têm trabalhos para fazer para amanhã, nem lições para estudar, nem pesquisas para imprimir. Não tenho que me preocupar com o que vão vestir e vão deitar-se quando caírem para o lado com sono.

Daqui a pouco há-de acordar para comer (entre a meia-noite e a uma) e depois dormirá de noite como se fosse de dia.

Há quatro meses que não durmo mais do que três horas seguidas.

Só vos digo, estou uma elegância.

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© Rita Quintela
IBSN 7-435-23517-5

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