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Mãe-Galinha

BabyBlues

Rita, 16.10.08

A única coisa que me safa é que, cada vez que penso que isto, se calhar, são os tais Baby Blues, lembro-me dos outros e dá-me vontade de rir.

É tramada, esta coisa do cansaço, e das prioridades todas desorientadas, e o meu marido (e o de todas as recém-mães, acho) não entender que trago os nervos e o sono à flor da pele, e que às vezes basta que que se entorne o café para eu me entornar toda. O caraças, o dar mama sem parar, sem poder deixar o miúdo por duas horas que fossem, e ir comprar roupa. Quero comprar roupa. Roupa. Cremes. Sapatos. Umas botas! Isso é que era, umas botas... Estou farta do hiper on-line, das dúzias e dúzias de litros de leite, dos iogurtes, das fraldas, dos danoninhos.

Roupa. Sem ser por catálogo que eu quero é sair de casa.

 

Entretanto

São tramados, os BabyBlues. E é tramado ter que pensar tanto - o que é o almoço, o que é o jantar, o que é que eu visto, mãe, onde é que vamos, a que horas mamou, dói-te a barriga? e eu grito

Bolas! É tudo eu!

E o meu marido, que não tem BabyBlues, de certeza, nem as mamas feitas num oito, nem os dois pulsos destruídos por passar o dia com o texugo ao colo ou na porcaria do ovo, (coisa mais mal feitinha, caramba... ) ainda me diz que esse é que é o problema. Isso , de ser tudo eu. Tá bem.

 

Ainda bem que isto são BabyBlues. Havia de ser bonito, se eu tivesse uma depressão pós-parto.

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© Rita Quintela
IBSN 7-435-23517-5

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