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Mãe-Galinha

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19.06.08

Cobram-me "os posts grandes" e eu quase não chego ao teclado.

Nem é pela barriga, que essa até nem transborda por aí além - o miúdo é lingrinhas e tenho feito um esforço para que engorde ainda cá dentro.

Não chego ao teclado porque entre estar ali a pensar - ufa... uns minutos para mim - e chegar aqui, há um não-sei-quê que se me agarra ao corpo e me impede de ter tempo meu. Parece-me uma entidade superior a preparar o descalabro da falta do tempo que há-de vir mas bolas! enquanto há tempo, podia ser meu, não?

Eu quero ir amanhã às três da tarde para a a maternidade. Quero entrar em trabalho de parto amanhã. Amanhã é sexta-feira, dia 20 de Junho (isto é para o caso da entidade superior me estar a ler). É que não sei se não vou enlouquecer durante o próximo fim-de-semana. E para bem de mim, do miúdo, e dos que me rodeiam e que já não me podem ver à frente, seria melhor que eu estivesse na maternidade. Sossegadinha.

Não me preocupa a casa cheia de visitas que hão-de vir passar estes dias. Nem o almoço de Domingo para não-sei-quantos.

O que me assusta é o ter que estar em vários sítios ao mesmo tempo à mesma hora durante dois dias. Ora, eu sou só uma uma e meio. Amanhã às cinco da tarde é a festa da escola (primária) e nem sequer há aulas. Alguém se lembra que os miúdos, se não tiverem aulas, têm que ficar nalgum outro sítio? Terei que estar em casa com elas e ao mesmo tempo a bulir no emprego? Não podem avisar estas coisas com mais antecedência?

No Sábado às dez a Carmo tem ensaio de ballet e as grandes têm ensaio para a comunhão e os pais têm que ir ao ensaio para a comunhão. Por que raio se ensaia uma comunhão? Às onze tenho que pôr a Inês no ballet e apanhar a Carmo. E voltar para a igreja onde há-de estar a Maria mais o pai. E a casa com visitas.  A Maria terá ballet ao meio-dia. Antes de sair de casa às nove e meia da manhã, já terei penteado as três marias com totós.

Entretanto, hão-de acabar os ensaios e vamos almoçar engolir a carne que vou assar de véspera. Às duas da tarde vai tudo para a festa do infantário. Depois, se eu ainda conseguir andar, ou rebolar, ou lá como se chama a minha forma actual de locomoção, hei-de fazer o jantar (a casa está cheia de visitas) e preparar tudo para o dia seguinte, o tal dia da comunhão que me dizem ser às dez da manhã com repetição às seis da tarde.

Eu quero comungar ali com a parteira do hospital. Amanhã, de preferência.

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© Rita Quintela
IBSN 7-435-23517-5

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