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Mãe-Galinha

Aos três anos

Rita, 07.03.07
a miúda fala bem. É gira que se farta, coisa que não se vê bem na imagem porque eu não quero. Mas ainda usa chucha, que se vê ali escondida no gorro que segura na mão direita. O que eu penei a fazer um gorro com sessenta e um centímetros de diâmetro, parecia que não acabava mais e, não fosse para que é, teria cobrado o dobro, que se me acabaram os fios num instante. O do pompom é igual mas dum terço do tamanho e há-de vir outro ainda, igual a este segundo. Igual não, que a verdadeira essência da minha dedicação a estas coisas faz com que todas as peças tenham um bocadinho de mim. E eu sou assimétrica.



Ainda não percebi se a miúda gosta de me irritar ou se tem ali uma conexão linguística mal acabada:
- Diz lá, querida - Guar
- guar
- Da
- da
- Na
- na
- Po
- po
- Boa! Guar-da-na-po!
- Garganato!

Todas as minhas miúdas tiveram implicâncias com esta palavra mas as mais velhas, nesta idade, eram trapalhonas pelo que não me atormentei por aí além. Durante anos os guardanapos foram rabanatos, os copos foram pócos e a garrafa , a rabaça. Agora é isto, a que chamo a eloquência barrada "ó mãe, podes-me dar um garganato para eu limpar a boca que está suja e não posso ir assim para a escola?".
Ou seja, a miúda sabe tudo; até tem consciência da boa imagem, e troca-se toda. A outra pérola mistura-se com os cuidados de saúde e o betadine:
- Olha... Tenho que ir pôr aqui betadine nesta gorgulha para desinfectar.

E o que ela adora "escrever". - Olha mãe! O meu nome todo!



(Não achas que a Carmo e a Cuca têm sucesso garantido lá no circo?
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© Rita Quintela
IBSN 7-435-23517-5

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