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Mãe-Galinha

Era um psicólogo, sff

01.06.08

Ouço-a descer as escada a chorar.

- Temos crise... - digo

Eu e o pai ainda à mesa nos restos do café do almoço

- As manas dizem que eu danço mal e que não sei dançar...

As lágrimas a caírem e ela a subir por mim cima à procura de consolo.

- Ó.... não danças nada mal. És a minha bailarina. Dança lá um bocadinho para nós.

- Não! E quero-me ir embora desta casa para uma casa sem as manas. Quero ir contigo para outra casa.

- E o pai?

- O pai não. Só nós duas e vamos para uma caverna.

Encostou-se mais a mim e ficou muito quieta, ainda a soluçar, enquanto nós nos ríamos (sorríamos).

(Desde que a minha barriga se mexe com vida própria que estas crises se adensam. Isto e xixis)

De repente, do meio dum soluço, um olhar esgazeado e:

- Ó mãe, posso ter um pónei?

Sem me dar tempo para responder

- Podemos viver numa quinta?

E logo de rajada:

- Quando eu estava na tua barriga vocês viviam numa quinta?

 

Depois arrumámos a cozinha.

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© Rita Quintela
IBSN 7-435-23517-5

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