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Mãe-Galinha

Às quase trinta semanas

Rita, 10.05.08

estou insuportavelmente queixinhas. Não há noite em que não tenha cãibras, os meus pés cresceram três números, não sei dos meus órgãos internos, nomeadamente do meu estômago e sinto que, a qualquer momento os meu esqueleto se vai desmoronar e vou ficar com uma perna para cada lado e com a bacia feita em duas.

Já faltou mais e a logística está quase toda em ordem.

Apesar da irmandade feminina, limitei-me a comprar uma única peça de roupa para o miúdo e foi só para não me pesar a consciência. Há-de ter, entre dezenas de bodys cor-de-rosa, um babygrow verde-alface. Vá, arrumei as saias e os vestidos. Ah! E uma t-shirt mini-mini com o dizer "menina da mamã". Não deve haver nenhum bebé-rapaz com um guarda-roupa tão original.

 

Esta noite, quando o pai da criançada pendurava uma saia da Carmo no armário que é agora repartido, viu o frasco novo de aero-om acabadinho de comprar e suspirou:

- Olha! Aero-om! Pronto puto, podes nascer...

E eu juro que ouvi nas entrelinhas

- É que já ninguém atura a tua mãe, porra!

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© Rita Quintela
IBSN 7-435-23517-5

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