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Mãe-Galinha

O CASTIGO É MEU

Rita, 06.05.04
Ontem foi demais. Para mim e para elas. Foi especialmente mau para mim, que mais uma vez me fundei em remosrsos. Enquanto dei banho à Carminho, as mais velhas decidiram testar os meus limites. Acredito que não tenham feito de propósito, até porque estavam entretidas. Com os marcadores pintaram a toalha da mesa, a Inês pintou o pijama, a cara e a boca, a Maria pintou completamente as mãos. Quando dei por elas, já estava a dar o jantar à pequenita. Coitada, comeu debaixo de fogo, enquanto a minha tensão arterial subia para os limites máximos. Entre dois açoites, pu-las de castigo. Meia hora sem falar. Hoje sinto-me péssima. Não tinha sido uma asneira assim tão grande. Quando lhes fui dizer que o castigo tinha terminado, abraçaram-se a mim de lágrimas nos olhos. Que má mãe que tenho sido.
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© Rita Quintela
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