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Mãe-Galinha

A vozes loucas, orelhas moucas

Rita, 12.07.07
No dia seguinte, nem sabia bem se tinha tido um sonho ou se o meu chilique tinha sido verdade. Mas quando cheguei à sala e vi no sofá os restos de mim - a manta desdobrada, as almofadas espalhadas e o saco do tricot com ar de não ter sido mexido - percebi que não tinha sonhado.
Procurei a bolsa da Carmo onde estão guardados o livro-cor-de-rosa, o boletim de vacinas e afins e dei com o relatório médico do dia anterior. O dia em que não consegui ir com ela à consulta de otorrino e onde foi explicado à minha mãe que a miúda tinha um défice de trinta por cento de audição. Só me preocupei nessa altura, que no dia anterior nem estavaem mim.
Apesar do diagnóstico, respirei de alívio por não ter dado ouvidos a uma série de opiniões médicas que me diziam que os
- Ãh? Ãh?
eram da idade e que as crianças, na afirmação da personalidade típica dos três anos, gostam muito de se fazerem de surdas.
Levei avante a minha intuição e esperei dois meses por uma consulta. Três anos teriam sido se tivesse optado pelo SNS. Optar até optei mas desisti quando me informaram da lista de espera.
Parece que a Carmo tem uma otite cerosa crónica que, pela avaliação feita na consulta de anteontem, não melhorou com a medicação dum mês inteiro.
Segunda-feira voltamos lá para mais uns testes.
Depois, logo se há-de ver. E ouvir.
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© Rita Quintela
IBSN 7-435-23517-5

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