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Mãe-Galinha

Rosquilhas

Rita, 31.05.06
Não sei pesos nem alturas nem perímetros cefálicos nem nada. A esta altura do campeonato, em que as consultas de rotina já passaram quase todas à cadência anual, desliguei-me dos percentis e afins.
Estão crescidas. Sei disso sem precisar de balanças nem fitas métricas. Às mais velhas só com muito esforço é que lhes pego ao colo. A Maria altíssima e espinafrada. Arrebitada. Respondona. Esperta. A Inês muito bem arrumadinha, um corpo ainda de menina pequena. Tudo nela é de menina doce e pequena. A Carmo é a birra em figura de gente. Quando cede e se torna humana, arma-se de charme e derrete-me a iritação. Sou feita de manteiga e mimo-a muito e ela a mim. Já não é bebé mas eu quero que seja. Já não usa fralda, nunca, só chuchas, muitas. É bebé, pronto, se ainda dorme na cama de grades.

As minhas filhas crescem muito e muito depressa e eu, muito depressa, tenho perdido as preocupações desmedidas das mães dos filhos muito pequenos e sinto-me mais perto delas, sinto mais equilibrio, sinto-nos mais enroscados. Será este o equilibrio ou a dúvida eterniza-se?
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© Rita Quintela
IBSN 7-435-23517-5

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