Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Mãe-Galinha

FAZER O TÉNÉNÉ

Rita, 05.11.04
Quem é que lhes explicou que os esquimós dão beijinhos esfregando o nariz?

(Aposto no pai, numa noite de inspiração e numa incursão pelas enciclopédias infantis, a explicar às crianças a vida social do Alasca).



Não me lembro quando é que se instalou a rotina do ténéné. Mas foi concerteza há uns meses valentes. Muito pior do que uma rotina instalada é uma rotina em progressão exponencial.

Os factos:



Meninas dentro da cama, a Inês é invariavelmente a primeira a querer beijinhos. São um-dois-três-quatro beijinhos, com uns chuacs bem repenicados. Quatro beijinhos - um do lado esquerdo, um do direito, outro do esquerdo e outro do direito. Com ela agarrada ao meu pescoço e a puxar-me. Depois dos beijinhos, faz-se o tenéné - esfregamos os narizes e cantamos té-né-né-né-né-né-né! E era assim.

Um dia, há menos tempo que os meses valentes, o tenéné passou a ter um acrescento - o bong! O bong! é um encostar de cotovelos, com os braços em angulo recto (o meu braço e o dela) e acompanhado pelo som bong!.

Depois do bong! repete-se o ténéné com a testa. E bong! Depois com o dedo indicador. E bong! Finalmente com o polegar. E bong!



A Maria, que não achava a mínima graça a este ritual, agora também quer e ainda por cima inventou, para além destes todos, o ténéné com o cabelo.



Isto é normal? Bong!
O nome e os conteúdos deste blogue estão protegidos por direitos de autor.
© Rita Quintela
IBSN 7-435-23517-5