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Mãe-Galinha

VERÃO DE S. MARTINHO

Rita, 08.11.04
O S. Martinho trouxe uns dias de Verão. Com um sol assim, não parámos em casa este fim-de-semana.

No Sábado de manhã, enquanto a Maria estava na catequese, fomos comprar um colchão. Depois ainda tivemos tempo de passar na casa nova para ver como estavam a correr as limpezas (mal...nunca está nada como eu quero). Às onze horas apanhámos a Maria e seguimos para o centro da cidade onde o pai ficou com as mais velhas a assistir à chegada do Pai-Natal. Eu fui a casa dar o almoço à Carminho, aproveitei para estender a roupa e rumei com ela ao sítio combinado. O pai já lá estava com as manas - íamos almoçar fora! Coisa rara, missão arriscada, ir assim para um restaurante com as três pintaínhas, ainda por cima na hora da sesta da pequenita! Toda a gente se portou lindamente, comemos bem, divertimo-nos e rumámos a casa. Há mais de um ano que não tínhamos um programa destes.



Desde que vivemos em Aveiro, nunca perdemos a chegada do Pai-Natal à cidade. Eu já o vi chegar de helicópetro, de carro-de-bombeiros, de comboio... Perguntei às miúdas:

- Então, o Pai-Natal chegou de quê?

- De caixa! - disse a Inês

- De caixa?! - perguntei eu

- Sim! Estava dentro de uma caixa e havia o mágico Mário Daniel e depois o Pai-Natal saíu de dentro da caixa!

- Ah... E deu-vos esses gorros?

- Deu... Suspirou o pai - Nem imaginas como me doem os braços por estar com elas as duas ao colo.

- Depois fomos para a ponte, estavamos mais longe mas víamos melhor. E o pai já não tinha que nos estar a agarrar - explicou a Maria

- Que lindos gorros, ficam muito giras!



No fim do almoço, assim que chegámos a casa, o pai e a Carminho adormeceram.

Eu peguei no telefone, liguei às mães de duas amigas delas e fui ao tetaro com quatro meninas. Rimos e remámos e ouvimos o vento soprar com a "Marta, cabeça de vento". Termninou à hora do lanche; vamos lanchar lá a casa? E pelo caminho, comprámos um bolo de laranja.

Não é que quando chegámos pai e filha ainda dormiam? Acordaram, lancharam, o bolo comeu-se em três tempos e antes de eu ir levar as amigas a casa, ainda houve tempo para uma série de brincadeiras que deixaram a casa do avesso.

E a tarde não tinha meio de acabar - levei as crianças a casa e fui às compras com a Inês enquanto o pai e a Maria faziam uma pesquisa sobre o S. Martinho para levar na segunda-feira para a escola. Passava das sete horas quando regressei, noite escura e o jantar por fazer. O resto do dia passou-se nos afazeres do costume: banhos-jantar-loiça-roupa-óós...

No Domingo acordámos cedo. À tarde fomos jogar à bola na praia e andar de bicicleta. A Maria quis tirar as rodinhas de apoio - o apoio passei a ser eu ou o pai (que dor de costas!). Quanto tempo levará a equilibrar-se sózinha?

Já era noite quando chegámos a casa. Cansados mas muito contentes.
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