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Mãe-Galinha

Grévida

Rita, 30.05.07
Quando acertei o despertador, antes de me deitar, nem contei com os quinze minutos que poderia ter dormido a mais, esta manhã, por causa da greve. Às nove menos vinte já estava no infantário onde deixei condicionalmente a Carmo e, cinco minutos depois, parava à porta da escola:



Esperei até às nove horas e por isso cheguei atrasada ao trabalho-trabalho.
Passando das nove e um quarto e o telefone calado, a condicional da Carmo passou a definitiva e as mais velhas também estavam entregues.

Eu trabalho? Trabalho.
Pois trabalho. Todos os dias das sete e um quarto da manhã até depois da meia-noite.
E se eu fizesse greve?
No trabalho-trabalho não faço; não só pela falta que me faz o dinheiro duma jorna ao fim do mês mas, basicamenente, porque a minha ausência só seria notada pela pessoa que processa os salários. Tristemente pública, a minha função actual.

Quase todos os dias reivindico os meus direitos de mãe. Se hoje, em greve, não guisar as lulas para o jantar, todos darão pela minha falta e é até bem possível que haja manifestações de protesto. Isto é um pré-aviso.
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© Rita Quintela
IBSN 7-435-23517-5

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