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Mãe-Galinha

CARMINHO

Rita, 02.09.04
Soube que vinhas a caminho no dia 1 de Janeiro de 2003. Os meses passaram, a minha barriga cresceu, preparei a tua chegada como se do primeiro filho se tratasse.

Nasceste há um ano, sem grandes pressas, numa noite de muito calor. Faltava 1 hora e 10 minutos para a meia-noite e eu lembro-me de pensar: não quero que nasças no mesmo dia que eu! E pedi ao médico para apressar o parto. Ao fim de 5 minutos, nascias. Fui eu que cortei o cordão; ao pai, faltou-lhe a força ou a coragem. Afinal, era o primeiro parto a que assistia. As manas nasceram noutro sítio onde os pais não podiam sequer espreitar. Mal te vi reparei no pormenor da covinha no queixo. Ao fim de uma hora já eu estava fresca que nem uma alface, a enviar mensagens a toda a gente enquanto tu dormias de barriguinha cheia.

Parece que foi ontem...

Hoje fazes um ano. Não vou passar o dia contigo porque estou a trabalhar. Tu estás no infantário, espero que bem disposta já que é o primeiro dia depois de mais de um mês de férias. Logo à tarde vamos comprar um bolo e cantar os parabéns. A avó São vai com as manas comprar os presentes que elas te querem oferecer - umas pantufas para a neve. Nem sei bem o que isso é, elas é que assim decidiram. Aqui nunca neva mas a elas deve dar-lhes conforto saberem-te com os pés quentinhos. A mim conforta-me saber-te feliz. E isso vê-se nos teus olhos.
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© Rita Quintela
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