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Mãe-Galinha

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09.10.07
Hoje morreu uma das minhas avós, a mãe do meu pai. O meu pai morreu há quase vinte anos. Eu tenho uma relação muito cruel coma a morte. A morte das pessoas velhas não me incomoda, não me aflige. O que me aflige é a ordem inversa das coisas, os filhos que vão antes dos pais, os netos antes dos avós, os pais que morrem sem avisar os filhos pequenos.

Pergunto-me vezes demais sobre o sentido da vida e cada vez mais acredito que a vida só faz sentido ao gerar-se vida.

O que é que andamos aqui a fazer? Para quê? Por quê?

Uma vida, uma morte, uma vida.
Mal-me-quer
Bem-me-quer

E nunca soube bem como é que esta avó me queria. Sou uma arrogante, eu sei. Há pessoas que não sabem dizer que nos amam, eu sei. Era a mãe do meu pai, eu sei. Se o meu pai aqui estivesse eu haveria de chorar. Com ele.

Amanhã é outro dia.
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© Rita Quintela
IBSN 7-435-23517-5

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