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Mãe-Galinha

ISTO NÃO É UM RECADO,

Rita, 09.02.05
É óbvio que eu não sou apenas, ou tudo, o que aparento ser aqui.

É óbvio que isto não é um diário íntimo onde partilho tudo sobre mim. É óbvio que, sendo este um registo da minha relação com as minhas filhas, não são para aqui chamados outros assuntos.

Mas....

é óbvio que, e não sei se isso acontece com as outras mães, tudo na minha vida se centra nas minhas filhas logo, pouco sobra que não lhes diga respeito.

É também óbvio que não sou apenas mãe, sou também mulher e, acima de tudo, uma pessoa como as outras, com alegrias, tristeza, desejos e fragilidades. É uma pena que às vezes não consiga separar a "pessoa" da mãe e, nalguns momentos menos felizes, as minhas filhas sejam atingidas pelas minhas fragilidades.

É óbvio que não devia ser assim mas, infelizmente, não sou perfeita.



O amor às minhas filhas não tem tamanho. Acredito que o delas por mim também não tenha e que um dia consigam compreender as razões das minhas fragilidades.
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© Rita Quintela
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