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Mãe-Galinha

DIA DO PAI - ACORDAR

Rita, 21.03.05
Às sete menos um quarto ouvia-as sussurrar. Depois entraram pelo nosso quarto adentro, carregadas de sacos e embrulhos. O pai dormia profundamente e eu só estava acordada porque as ouvi a cirandar.
- Sabem que horas são? Vão para a cama!
- Mas hoje é dia do pai...
- Mas o pai está a dormir e aliás, eu também quero dormir. Portanto, cama. Já!
Foram. E eu, sem remorsos, virei-me para o outro lado e adormeci.
Passado pouco mais de uma hora a Carminho reclama e vou buscá-la. As mais velhas aproveitaram a deixa e voltaram a invadir-nos a cama:
- Acorda pai! É o dia do pai! É o dia do pai!
O pai acordou, recebeu presentes, beijos e abraços e nem sequer perguntou as horas.
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© Rita Quintela
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