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Mãe-Galinha

Inevitavelmente, isto tinha que acontecer

Rita, 26.04.06
Nenhuma mãe nasce ensinada a ser mãe. Ser mãe aprende-se com as coisas do dia-a-dia, guardam-se bocadinhos daquilo que o instinto nos faz fazer, aprende-se a ler nos olhos dos filhos (as alegrias e as angústias) e cresce-se com eles.

As mães também têm dores de crescimento que até uma certa altura são inversamente proporcionais à idade dos filhos. Uma dor grande chama-se angústia da dependência e é bidireccional. A mim esta angústia deu-me cabo dos nervos durante uma série de tempo mas esse mesmo tempo tem-me ajudado a libertar-me/libertá-las. Elas estarem mais crescidas, ajuda.

Tudo muito bem, tudo muito bonito, tudo muito poético.

Inevitavelmente, um dia, tinha que acontecer: sinto-me destituída do meu reinado de mãe-galinha-protectora-e-que-acha-que-as-filhas-são-sempre-pequeninas quando me confronto com o facto da mais velha saber, EFECTIVAMENTE, mais do que eu:

- Alguns crocodilos crescem sempre até morrer, sabias mãe?

Não sabia e digo-lhe isso mesmo, que não sabia. Umas horas depois dou por mim a escrever no google "crocodilo". A miúda tem razão mas eu levo-lhe de bandeja que também há hipopótamos assim.
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© Rita Quintela
IBSN 7-435-23517-5

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