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Mãe-Galinha

espadachim

Rita, 25.01.07
-Queres brincar comigo, pai?
- Claro!
E agarra-a, dá-lhe beijos, cheira-a, como as mães fazem às crias; mas é pai.

Saltos e cócegas e mimos e soluços de tanto rir. Em cima da minha cama e eu, na casa de banho, a agoirar:
- Se a miúda cai da cama abaixo por tua culpa, nem sei....

Depois o diálogo surreal:
- Fica quieto pai. Tu agora estavas morrido.
- Morrido?
- Sim, morrido. Vou-te atar com umas cordas. Não te mexas!

Teatraliza o amarrar da corda e faz barulhos explicativos - Tchica! - este nó já tá.

Passados uns segundos decide-se pela ressurreição:
- Já podes! Já estás des... des... des... Olha! desamorrido.- Vá! Acorda que já te tirei a espada do coração.
Benza-a deus, a ela e à sua inocência.
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© Rita Quintela
IBSN 7-435-23517-5

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