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Mãe-Galinha

PIANOS, FLAUTAS E DÚVIDAS

Rita, 03.02.05
- Não quero ir, mãe - choramingou-se no dia anterior, a roer as unha.

- Mas porquê, Maria? Tocas tão bem, treinaste tanto...

- Não quero ir....

- Vá, deixa-te disso. Até vai ser giro, tu a tocares para as outras professoras e elas todas contentes por tu teres ensaiado tão bem! Vai lá brincar e não penses mais nisso.



Temi que à noite não conseguisse dormir, ou que voltasse a referir que não queria ir á avaliação de piano. Mas não. Ontem, á hora marcada, saltitou para a sala e tocou. Não pude assistir mas no fim a professora saiu e teceu grandes elogios.



Em quatro meses de conservatório, a evolução é absolutamente fantástica. Em casa, tentamos que os dez minutos diários sejam cumpridos, o que nem sempre é fácil. A brincadeira e o cansaço falam mais alto e, por outro lado, só eu, com rudimentares conhecimentos de música, a consigo ajudar. Mas tem valido a pena e é tão bom ouvi-la tocar.



Começo a preocupar-me com o próximo ano lectivo. A Inês cheia de vontade de aprender a tocar flauta ("piano nem pensar, mãe") e estas duas contrariedades:

. neste momento, no conservatório de Aveiro, não existe classe de flauta para iniciação aos seis anos.

. mesmo que passe a existir, ela pode não conseguir entrar



Estamos em Fevereiro. Ainda não me habituei às rotinas deste ano lectivo e já ando com as ideias no próximo.
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© Rita Quintela
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