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Mãe-Galinha

Zita

Rita, 12.01.07
Ontem perguntaram-me pela Maria no infantário. Há dias em que lá levo a Inês; calha-me em caminho e em horários. À Maria nem por isso. À hora a que vou buscar Carmo, a JMaria atarefa-se noutras paragens.

Não houve coincidência no facto da educadora e auxiliar da Carmo virem a ser as mesmas que tinham estado com a Maria. Ainda a miúda me ocupava a mim os dias inteiros e já eu suponha que assim seria. Não queria, seriam inevitáveis as comparações. Mas foi. Passado uns tempos a eduucadora saíu e foi substituída. Ficou a auxiliar, a quem a Maria chamava "mãe" e a quem a Carmo chamava "minha".
Compara-as, pois claro. Ainda ontem, no meio dum enorme e comovido abraço à Maria, e entre os suspiros
- Tão grande!... Tão linda!...
se virou para a Carmo e disse
- Ralho mais contigo num dia do que ralhei com a Maria durante não sei quantos anos!
A Carmo não tem papas na língua e, de dedo em riste, atirou-lhe à cara a mais pura das verdades:
- Mas eu num sou a Maria!

Não há lugares perfeitos. Nem escolas. Mas há pessoas fantásticas.
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© Rita Quintela
IBSN 7-435-23517-5

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