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Mãe-Galinha

ELE, PADRE

10.02.05
apareceu de mansinho, foi deixando um comentário ou outro, espreitei o blogue dele, atrevi-me a enviar-lhe um e-mail, ao qual respondeu de uma tal forma que me reacendeu a esperança de um dia me reconciliar com a minha própria fé. Hoje deixou-me a pergunta mais válida que me lembro ter-me sido feita:

"Se não fosses mãe, o que gostarias de ser?"



Não sei. Sempre quis ser mãe. Sempre soube que esse era o meu papel, a minha missão. Tenho pena de não ter sido mãe mais cedo, apesar de não ser tarde. Tenho trinta e três anos.

Sempre imaginei a minha vida assim, como esta que vivo. Mãe, mulher, trabalhadora, dona de casa. Vivo a vida que escolhi viver e vivo um dia de cada vez.

Antes de ser mãe não era absolutamente feliz. Antes de ser mãe, os dias tinham demasiadas horas e as horas tinham

demasiados minutos. Antes de ser mãe, perdia muito tempo e preocupava-me com inutilidades. Antes de ser mãe, não compreendia a minha própria mãe.



Se por acaso ou destino não fosse mãe, gostaria de ser viajante, escritora, voluntária, missionária, médica, enfermeira, bailarina ou actriz.
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© Rita Quintela
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